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12
janeiro
2017

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Fofolete

primeiro post do ano , vou começar com um breve relato para não perderem o fio da meada. Se você não sabe ainda (vai ficar sabendo agora) meus cachorros são resgatados da rua , ajudo financeiramente algumas instituições sem querer levar crédito por isto , apenas por acreditar na causa e saber realmente da dificuldade que Protetores e ONGs passam mensalmente para fechar suas contas e não desamparar os animais.

No meio do ano passado tinha o projeto de trazer os óculos da QUAY Austrália para o Brasil (sim a FricotesNY é revendedora da marca no Brasil) e com isso destinar uma parte da renda da venda dos óculos para alguma ONG séria (poxa missão difícil escolher apenas uma) .

Ai entra o Edu da MRSC , acompanho o trabalho dele algum tempo pelas redes sociais (a internet juntando ideias e propósitos) e depois de um bate papo com ele e sabermos mais sobre o MRSC (Moradores de Rua e Seus Cães) fechamos a parceria. Fico extremamente feliz (olhos marejados neste momento) por saber que podemos realmente de alguma forma contribuir para um mundo melhor.

Trocando em miúdos Fofolete , comprando um óculos da QUAY Austrália conosco além de adquirir um produto de qualidade e super cool você também ajuda o projeto Moradores de Rua e Seus Cães. Tem coisa melhor do que começar o ano assim ???

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Fotógrafo pet e corporativo, em seu próprio estúdio e no Daylight Produções Fotográficas, José Eduardo Leporo Pereira, 43, é apaixonado por animais e foi por meio dessa paixão que ele criou o projeto Moradores de rua e seus cães (MRSC): uma inquietude, um questionamento sobre a vida desses bichos que tornou-se projeto fotográfico, livro e ação social.

Edu Leporo, como é conhecido no mundo da fotografia, nasceu e cresceu em Guarulhos. “Por 20 anos vivi no Picanço, depois fui pra Vila Augusta e também pro Cocaia. Hoje, até pela demanda da profissão, moro na capital paulista”. Apaixonado por fotos, desde sempre, ele conta que era o fotógrafo oficial da família e, mesmo não sendo da área, lia e se informava sobre. “Ganhei uma bolsa de 50% na faculdade e fui fazer direito. Cheguei até o último semestre na FIG, mas não era o que queria. Há uns 6 anos, decidi que seria fotógrafo profissional. Na época, trabalhava numa produtora de vídeo e dentre as produções que fazia, também mexia com foto, o que aguçou ainda mais a minha vontade. Saindo de lá, fui trabalhar como encarregado de obras da Prefeitura de São Paulo e aquilo era sufocante. Foi quando comecei a estudar fotografia. Vendi meu carro, juntei dinheiro e comecei a comprar equipamento. Pedi demissão e encarei essa nova fase”, explica ele, que afirma que o grande apoio recebido da esposa foi fundamental para o sucesso da nova empreitada.

Começou fotografando eventos sociais, como aniversários e festas de amigos, além de ensaios de estúdio. Mas, foi em uma paixão de infância que ele se encontrou na profissão. “Quando era criança, lembro que minha avó Innocencia tinha uns 8, 10 cachorros em casa e sempre tinha um lugarzinho para um novo amigo. Foi ela que me ensinou, desde cedo, a importância de se ter e amar um cão. E eu pensei: por que não aliar a fotografia com o segmento pet? Atualmente, ainda são poucos os especialistas nisso. Imagina antes? Aí eu fui ser fotógrafo de pets”. Para isso, ele fez cursos, estudo e se especializou e, hoje, até ensina a técnica na cidade e em outros estados, como Blumenau, em Santa Catarina.

Desafios da fotografia pet

Sempre que vai começar uma nova turma, o fotógrafo pergunta se seus alunos gostam mesmo de animais. Se a resposta demorar a chegar, ele já sabe que aquilo não será para eles. “Tem que gostar de verdade, já que seu modelo vai te lamber e até fazer xixi e coco em seu estúdio. E eles têm a vontade deles. Um ensaio pet dura no máximo uns 40 minutos, e isso já é muito. É necessário estudar um pouco o animal e seu comportamento e além de todo o conhecimento, tem muito do dia a dia. Cada bicho é um bicho e você vai aprendendo com isso”, fala ele, que ministra, inclusive, cursos para donos de pets que gostam de clicar seus bichinhos de estimação.

O projeto fotográfico e como tudo começou

Fazendo ensaio de pet em estúdio, com peludos fofinhos, cheirosos e de banho tomado, Edu começou a se questionar sobre a vida dos animais que vivem nas ruas e foi ali que um novo projeto surgiu. “O cão é sempre companheiro, seja do dono rico, com uma boa casa, ou um simples morador de rua e sua carroça, e eu queria sempre saber como era a vida deles, na rua. Num dia comum, peguei a câmera e saí. Vinha passando pela Paulista, depois de fazer um trabalho, e encontrei o casal Neto e Shirley, com três cães, um deles sem o movimento nas patinhas de trás. Ele me explicou que eles viviam de esmolas e recicláveis e revertiam boa parte do que ganhavam para os bichos”. Sem grandes pretensões, ele postou a história no Facebook e começaram a vir pedidos e indicações de outros relatos. “Fui retratando tudo e, depois de 4 anos de pesquisas e 30 histórias contadas, recebi o convite da Startando, uma plataforma de crowdfunding, pra gente lançar isso em livro. Assim surgiu o “Moradores de rua e seus cães”. Depois de tudo isso, eu, minha esposa e alguns amigos ficamos pensando uma forma de ajudar essas pessoas e começamos a receber doações. Juntamos um grupo de 14 pessoas, todos voluntárias e, mensalmente ou a cada dois meses, vamos pra rua”.
Do livro ao social

Em pouco tempo, a iniciativa, que começou pequena, foi ganhando grandes proporções. “Com o apoio da Prefeitura de São Paulo, da subprefeitura e da ONG Viva ZN, conseguimos espaço em praças ou cantos da cidade. A primeira grande organização foi em agosto, na Praça Princesa Isabel. Lá juntamos a Kombosa Solidária, que serviu 300 lanches e cafés da manhã, o pessoal do Mini Gentilezas mandou 350 kits de higiene pessoal e distribuímos três mil peças de roupas e calçados. Pros pets, a ração foi fornecida pela Baw Waw, os carrapaticidas pela Bayer, as vacinas antirrábica e V10 pela Biovet Pet e as guias pela Zee.Dog”. Na ocasião, eles ainda agregaram banho e tosa, com a Simpaticão Petmóvel. “Conseguimos lavar 16 cães. Tinha pet de oito anos, que nunca havia tomado um banho. […] Nem só de ração vive o cão, então a gente procura o bem-estar dele também. Eu milito de uma forma diferente, porque não resgato, não socorro, não sou protetor, mas não discrimino quem é. Deixo o lance de castração e resgate para quem sabe e gosta. Existe ONG pra tudo e eu escolhi um caminho diferente. Lógico que no evento também chegam pessoas que não têm cães e a gente não nega ajuda, mas o foco é a dupla morador e cachorro de rua”.

Para o futuro, novidades virão e, com o livro e as exposições fotográficas, que já aconteceram no MIS (Museu da Imagem e do Som de São Paulo), vários shoppings e até cidades do nordeste, Edu espera atrair ainda mais olhares. “Nosso plano é viajar o Brasil inteiro. A ideia é que isso vire uma corrente que, por onde passe, gere vontade e um novo núcleo para a pessoa ajudar lá mesmo, onde mora. Desde que se faça a coisa corretinha, pode usar o nome do projeto, não tem problema”, finaliza.

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